O Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM vive um momento especial e de grande relevância no cenário educacional regional: A aprovação do Mestrado em “Biotecnologia e Gestão da Inovação”. O programa propõe uma estrutura inovadora, não só pelas parcerias estratégicas firmadas com a Embrapa,  Biominas Brasil e FAPEMIG como também pela singularidade da área em si: a Biotecnologia.

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A importância da biotecnologia para as economias mundiais tem sido bastante discutida nos últimos tempos. Seus benefícios vão desde o desenvolvimento industrial sustentável com a utilização de recursos renováveis, “tecnologia limpa”, redução do aquecimento global à melhoria da eficiência e custo de processos industriais. Neste sentido, compreende-se a relevância das técnicas e da tecnologia disponíveis através da bioindústria, considerada como uma das tecnologias capacitadoras para o século XXI devido às suas características de inovação radical, impacto atual e potencial frente a problemas globais (doenças, nutrição e poluição ambiental). Além disto, a biotecnologia moderna também faz uso da informação genética (técnicas de DNA), combinando disciplinas como genética, biologia molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, com a tecnologia da informação, engenharia química, robótica, bioética e o biodireito, entre outras.

No Brasil, observa-se o esforço de aproximação do setor produtor de ciência nesta área (Universidades e Centros de Pesquisa) com o setor empresarial, sobretudo a partir dos anos 90. Todavia, ainda são incipientes os estímulos à construção interativa do conhecimento no contexto de sua aplicação. Em Minas Gerais, a preocupação com o desenvolvimento da biotecnologia vem desde a década de 70 com a criação da Biobrás e da Biominas Brasil. Na década de 90, houve um aumento significativo do setor e nesse contexto percebe-se a parceria de universidades, centros de pesquisa e indústrias para o crescimento da área.

Apesar da tradição de Minas Gerais na área de biotecnologia, tem-se hoje um investimento bem pequeno na formação de pesquisadores na área, uma vez que temos no Estado somente um mestrado na área avaliado no triênio (UFOP); outros dois foram aprovados para o funcionamento a partir de 2010 (UFSJ e UNIMONTES), mas, somente um deles está inserido na categoria “profissional”. A Biominas Brasil realizou um estudo em 2011 que identifica 271 empresas privadas de biociências no Brasil, das quais 143 são de biotecnologia. A Região Sudeste se destaca e concentra 74,9% das empresas de biociências, sendo que os estados de São Paulo (38%) e Minas Gerais (20,6%) lideram as estatísticas.

A implantação desse Mestrado eleva o UNIFEMM a um novo patamar e só foi possível devido às significativas parcerias que contribuíram para a consolidação de uma infraestrutura robusta, como é o caso da Embrapa que possui pesquisadores de ponta e laboratórios de última geração, referência na área. Além disso, é importante destacar outros benefícios desta parceria como a produção relevante no contexto e a articulação com empresas de base biotecnológica.

A iniciativa representa um passo decisivo para a consolidação do Centro Universitário, confirmando sua missão na integração do Ensino, da Pesquisa e da Extensão em torno do Centro de Desenvolvimento Regional; uma plataforma apta a ancorar tanto os esforços internos da própria IES, quanto de parceiros públicos e privados, na direção da geração do conhecimento e formulação de soluções inovadoras, social e ambientalmente sustentáveis.

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A novidade foi divulgada oficialmente pelo Reitor, Antônio Fernandino de Castro Bahia Filho, no dia 19 de março, para representantes dos Órgãos de Comunicação, Assessorias de Imprensa e jornalistas de Sete Lagoas e região. “Foi notável o salto não apenas quantitativo, mas qualitativo do UNIFEMM nestes últimos cinco anos do Plano de Desenvolvimento Institucional (2008-2012). Quanto à recente conquista, sabemos que não há progresso e desenvolvimento possíveis sem investigação científica. Assim, consciente da nossa responsabilidade neste processo, a implantação do programa de mestrado vem, também, reafirmar a importância da constituição de uma rede de cooperação para o aprimoramento do desenvolvimento de projetos conjuntos, que funciona como uma via de mão dupla onde o conhecimento produzido pela academia é utilizado pelo setor produtivo e as experiências e processos gestados no âmbito do trabalho podem se tornar fonte para o desenvolvimento de conhecimento para a academia. A cidade de Sete Lagoas pode ser considerada um dos polos da Biotecnologia do país”, afirma Antônio Bahia.

Fonte: Metropoli Online