FapemigA capacidade das regiões se desenvolverem econômica e socialmente sempre dependeu das decisões acertadas de seus governantes, aliadas certamente à capacidade das pessoas de se esforçarem, com suor e atitudes, para criar riquezas e harmonia social. Estas decisões passaram a ter, entre nós, um caráter mais coletivo e permanente, materializadas nas políticas públicas, que ganharam maior quantidade e velocidade de renovação nas últimas décadas em função da relevância em mundo globalizado.

Neste cenário é que foi criada a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), fruto da política do Governo de Minas, em 1987, com a missão de promover a Ciência e a Tecnologia no Estado, tendo como base o fato de Minas possuir o maior número de universidades federais do país, além de diversos institutos de pesquisa de relevância e competência comprovadas. Pesou, ainda, para a decisão, a qualidade da UFMG e, certamente, a pressão exercida pelos seus pesquisadores, além da contribuição das demais universidades, como a Federal de Viçosa (UFV).

Em nosso País, no entanto, políticas públicas costumam demorar considerável tempo para serem verdadeiramente implantadas. E é o caso. Somente em 2007 a FAPEMIG passou a receber os recursos financeiros previstos na Constituição estadual: 1% da renda líquida do Estado de Minas Gerais, o que correspondeu, em 2013, a cerca de R$ 350 milhões. Vale lembrar que são estes recursos do Tesouro que sempre nos possibilitam captar e adicionar outros recursos de empresas e de agências do próprio Estado ou do governo federal, muitas vezes, na forma de contrapartidas.

A Biominas é um excelente exemplo da importância das políticas públicas aliadas à capacidade empresarial de pessoas obstinadas com o desenvolvimento das Biociências, inclusive como negócio. O pioneirismo da Biominas nos mostra ser possível avançarmos no sentido de atender aos anseios dos brasileiros por uma maior qualidade de vida, a partir de políticas traçadas pelo poder público para o fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da incubação de empresas, consultorias especializadas e investimentos conjuntos públicos e privados, fruto de parcerias estabelecidas com base em estudos prospectivos, como o Diagnóstico do setor de Biociências de Minas Gerais, da Biominas Brasil e SEBRAE Minas.

A FAPEMIG, ao longo da sua existência de mais de 25 anos, tem tido uma atuação decisiva para o desenvolvimento da pesquisa nas áreas das Biociências em Minas Gerais, com consequências extremamente positivas para o desenvolvimento de novos talentos e de novos negócios. Um passo importante na sequência é uma maior interação com a sociedade, para que se possa ter uma melhor percepção dos benefícios do que fazemos nós do sistema estadual de C&T, o que pode resultar em novas e mais robustas políticas públicas para as Biociências. E, a partir daí, consolidarmos um cenário promissor para a nossa sociedade em consonância com suas expectativas de um mundo melhor para se viver.

 

Evaldo Vilela
Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação
FAPEMIG
www. fapemig.br
 
 
 
DiagnosticoEste case é parte integrante do Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais, elaborado pela Biominas Brasil em parceria com o SEBRAE Minas. O Diagnóstico apresenta um comparativo entre o ambiente de negócios do segmento de 2004 e de 2014. O estudo analisa quatro fatores essenciais na geração de um ambiente inovador nas empresas: estratégia de pesquisa e desenvolvimento e inovação; estabelecimento de parcerias; recursos financeiros para a inovação; políticas públicas voltadas para a inovação. Este Diagnóstico traz ainda conclusões que buscam orientar as discussões entre os principais agentes envolvidos e contribuir para o avanço e a consolidação do setor de Biociências em Minas Gerais.

Faça o download gratuito do Diagnóstico completo no site da Biominas (www.biominas.org.br) e do Sebrae (www.sebrae.com.br).