Na última sexta-feira, dia 15 de abril, a Biominas Brasil e o Sebrae Minas realizaram o Demoday da Rodada 01/2016 do BioStartup Lab, o primeiro programa de pré-aceleração de startups de biotecnologia e saúde digital do Brasil.

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Em sua primeira rodada, o BioStartup Lab contou com inscrições de 533 empreendedores vindas de 6 países com projetos de empreendedorismo e startups em quatro segmentos do setor de ciências da vida: saúde humana, digital health, meio ambiente, agronegócios e saúde animal.

Em janeiro, foram selecionadas 21 equipes de empreendedores que contaram com todo o apoio do programa durante 12 semanas, o que inclui acesso a escritório compartilhado, suporte de especialistas na modelagem do negócio, mentoria com grandes nomes do setor de tecnologia e a oportunidade de interagir com o mercado e validar suas hipóteses de negócio junto a rede de contatos da Biominas.

O Demoday foi o evento de encerramento da rodada e apresentou ao mercado as 10 startups que mais se destacaram durante o programa, para uma plateia com cerca de 200 pessoas que contou com representantes de 11 fundos de investimento e de 44 empresas consolidadas, como Unimed, Natura, Hospital Albert Einstein e Roche. Além das apresentações das startups TOP 10, o evento contou com a exposição das 15 startups finalistas em stands.

A importância de um evento como o DemoDay do BioStartup Lab “está no ineditismo da iniciativa, pois é a primeira vez que há um evento como este especializado em demonstrar novas soluções e novos empreendedores de ciências da vida em busca de investimento e parcerias no Brasil”, explica o CEO da Biominas, Eduardo Emrich Soares.

A equipe vencedora que será acelerada pela Biominas e vai receber recursos de fomento do Sebrae foi a startup Fófuuu, solução que ajuda pais e fonoaudiólogos a engajar crianças nas atividades do tratamento de fonoaudiologia por meio de jogos digitais.

Mais sobre a startup vencedora

A história da Fófuuu resume e se confunde com o propósito do BioStartup Lab: apoiar a nova geração de empreendedores em ciências da vida. Trícia, co-fundadora da startup nasceu com lábio leporino e teve dificuldades na fala durante sua infância que foram superados com tratamentos tradicionais de fonoaudiologia que, segundo ela, eram muito cansativos para uma criança.

A ideia de usar jogos em um tablet para engajar crianças veio da interação com fonoaudiólogos e tornar isso realidade foi possível graças a complementariedade das habilidades de Trícia em design gráfico e de Bruno, o outro fundador da Fófuuu em design de games.

“A startup surgiu de uma ideia e estávamos sem orientação sobre que caminho seguir até chegar no BioStartup Lab, onde foi possível estrutura-la na forma de um negócio, conta Bruno.

Outras startups inovadoras

As demais startups finalistas apresentaram soluções tão inovadoras quanto. A startup que ficou em terceiro lugar, a Bchem, que teve origem em pesquisas realizadas no laboratório de química da UFMG. A startup consegue, por meio de uma miniusina transformar óleo de cozinha em biodiesel e está em operação em empresas como a FIAT e o Supermercado Verdemar. Já a startup vice-campeã, a Nanomark, desenvolveu um composto magnético para a separação de DNA puro, que reduz o custo do processo e não necessita de refrigeração.

Outra startup que também chamou a atenção foi a HAKKUNA que é capaz de produzir barrinhas de cereal a partir de proteína de insetos, o que torna este tipo de alimento ainda mais saudável e capaz de gerar mais vantagens para o público atleta.

Novidade no segmento de startups

Para a cena nacional de startups, o BioStartup Lab traz com pioneirismo um caminho mais curto para transformar pesquisas de bancada em startups comerciais. Por isso, uma das novidades trazidas pelo DemoDay do BioStartup Lab, por exemplo, foi a apresentação de projetos de desenvolvimento de novos fármacos com estratégia comercial para chegar ao mercado por meio da formação de parcerias com grandes players no mercado.

Este foi o case trazido pela startup Imunotera, que busca aplicação de pesquisas realizadas na USP com o intuito de oferecer um produto capaz de controlar o crescimento de tumores induzidos pelo HPV. Este é o mesmo caminho traçado pela startup carioca Leishnano que vai produzir um fármaco a partir de nanotecnologia para tratamento da Leishmaniose cutânea desenvolvida na UFRJ.

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Impacto para parceiros

O DemoDay também foi o ponto de encontro dos parceiros da Biominas na execução do BioStartup Lab. “Foi surpreendente não apenas por ser o primeiro do tema no Brasil. A organização realizou um grande trabalho para fechar com chave de ouro o primeiro ciclo de uma iniciativa que busca não só trazer velocidade aos negócios que nascem nas áreas de ciências da vida, mas que também conseguiu comunicar de maneira empolgante, e com um lindo material, toda a beleza por trás dessa jornada”, enfatiza Mikael Soares da área de empreendedorismo da Natura.

Próximos passos

O BioStartup Lab abre inscrições para a segunda rodada em maio e mais informações podem ser encontradas no site (www.biostartuplab.org.br) ou nas redes sociais do programa.