O impacto gerado pelas startups brasileiras pode ser observado em todos os setores e regiões do país – dos sistemas de gestão para lavouras familiares às plataformas de análise de dados para grandes indústrias, passando pelos softwares que estão transformando as áreas de educação e saúde. Em meio à efervescência desse cenário, o ranking 100 Startups to Watch surge como o mais novo e preciso radar para orientar investidores, aceleradoras e programas de corporate venture. Resultado de uma parceria entre as marcas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS, da editora Globo, e a Corp.vc, braço de corporate venture da consultoria EloGroup, o 100 STW foi produzido a partir de uma metodologia que demandou mais de cinco meses de coleta e análise de dados.

“As informações relativas a inovação, mercado e escalabilidade das empresas foram analisadas por mais de 40 especialistas. Ao combinar abordagens quantitativas e qualitativas, conseguimos apresentar um panorama completo do setor”, diz Hudson Mendonça, coordenador da pesquisa.

Com mais de 1,3 mil inscrições, o ranking traz um levantamento inédito do ecossistema de tecnologia e inovação do país, incluindo perfil dos fundadores, rodadas de investimentos e volume de faturamento das startups brasileiras.

Mais do que apresentar uma fotografia estática, a pesquisa tem como objetivo formar uma base de dados que ajude a entender e estudar a comunidade de negócios de tecnologia no país. É uma iniciativa inédita, que será realizada anualmente.

METODOLOGIA DO RANKING: Como foram escolhidas as 100 startups para ficar de olho

Inscrições. Na primeira fase do processo seletivo, as startups preencheram um formulário composto por 25 perguntas. As questões abordaram pontos relacionados a grau de inovação, tração comercial, perfil das equipes e estágio de captação de investimentos das empresas.

Filtro inicial. A triagem inicial eliminou formulários com respostas inconsistentes ou incompletas. Também ficaram de fora empresas com propostas desalinhadas ao conceito de startup (negócio repetível e escalável em cenários de incerteza).

Avaliação técnica. As startups selecionadas passaram por uma segunda rodada de avaliações. Nesta fase, a análise foi feita por consultores e especialistas da Corp.vc/EloGroup e da Editora Globo. Ao final do processo, 150 empresas foram selecionadas para a reunião com os conselheiros consultivos.

Avaliação do conselho. As finalistas foram apresentadas aos membros do conselho consultivo. Formado por agentes de fomento do ecossistema empreendedor, o grupo definiu a lista das 100 startups brasileiras para ficar de olho.

DESAFIOS DO CRESCIMENTO: Os gargalos de expansão das startups inscritas no ranking

Acesso a capital. A dificuldade de captar investimentos para desenvolver produtos e consolidar estratégias comerciais está entre os principais obstáculos apontados pelas empresas que participaram do 100 Startups to Watch. Negócios que demandam ciclos extensos de pesquisa e desenvolvimento estão entre os mais atingidos pelo problema.

Captação de clientes. Formar bases iniciais de usuários pagantes – sobretudo para produtos em fase de protótipo e validação – é outra barreira a ser superada pelas startups brasileiras. A dificuldade mostra-se particularmente forte em startups com modelos de negócio ligados a vendas para órgãos públicos e consumidores finais.

Formação de equipes. Contratar e reter profissionais qualificados continua a ser um gargalo crítico para empresas de diversos setores. Vagas relacionadas à nova economia – como programação, análise de dados e gestão de canais digitais – estão entre as que apresentam as maiores demandas de recrutamento.

Infraestrutura. A escalabilidade das operações é afetada por custos de infraestrutura física e tecnológica. O gargalo pode ser observado tanto nos altos investimentos de armazenamento em nuvem como nos gastos para manter espaços de trabalho físicos.

A reportagem foi feita pelo Thomaz Gomes, e foi publicada na revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, Edição Abril,2018.

As startups aceleradas por programas da Biominas Brasil que fazem parte do ranking

No ranking das 100 startups estão a Bchem e a Oncotag, que foram pré-aceleradas pelo BioStartup Lab (clique aqui para saber mais), e a Bchem faz parte do portfolio de empresas que estão hoje sendo aceleradas pela GroWbio (clique aqui para saber mais). O BioStartup Lab e a GroWbio são iniciativas da Biominas Brasil, que, com o apoio de parceiros do setor, acelera o surgimento e crescimento de startups inovadoras no setor de ciências da vida.

 

Veja abaixo a lista com todas as 100 Startups to Watch. A lista completa, os perfis das empresas e os resultados da pesquisa podem ser lidos na revista impressa e na edição digital de PEGN no Globo+.