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Confira o que aconteceu no primeiro dia do II InovafitoBrasil Summit

II InovafitoBrasil Summit discute a integração entre fomento, ciência e indústria para superar os gargalos da biotecnologia e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

 

O Brasil deu um passo decisivo para consolidar o setor fitoterápico como pilar estratégico de Estado. O primeiro dia do II InovafitoBrasil Summit, realizado nesta terça-feira (14) na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, superou o debate puramente acadêmico para desenhar uma rota clara de soberania sanitária: a transformação da maior biodiversidade do planeta em tecnologia de ponta para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Carlos Viana, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios na Biominas Brasil e moderador de um dos painéis centrais, a chave do sucesso reside na conexão entre os diferentes atores do ecossistema. Segundo ele, o fomento à inovação em biodiversidade exige fôlego e paciência, mas, acima de tudo, articulação.

“Nosso papel é criar pontes para que o pesquisador encontre o investidor e para que a burocracia não seja um entrave para a startup que está tentando escalar uma solução de saúde. O capital precisa entender o tempo da biotecnologia”, destacou Viana.

A biodiversidade no centro do Complexo Industrial da Saúde

A primeira mesa de debate trouxe a urgência de uma agenda integrada que proteja a floresta e, ao mesmo tempo, impulsione a indústria. Valber Frutuoso (Fiocruz) e Thiago Moraes (CGSB) enfatizaram que a biodiversidade é o coração do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

O moderador da mesa, Douglas Chaves, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia, sintetizou o sentimento de urgência científica do painel. Para ele, embora o Brasil detenha o maior laboratório natural do mundo, o acesso desse potencial ao cidadão depende de uma rede de farmacovigilância e fitoterapia robusta e contínua.

“Não basta o conhecimento tradicional; precisamos de validação científica e segurança jurídica para que a biodiversidade se torne, de fato, um medicamento acessível no balcão da farmácia pública”, pontuou Chaves.

Gisélia Souza, da Bahiafarma, complementou a visão ao destacar o papel dos laboratórios oficiais como receptores naturais dessa inovação, garantindo que o ciclo da pesquisa se complete com a entrega efetiva do fármaco ao paciente.

O desafio do “Vale da Morte”: do fomento ao mercado

Se a ciência aponta o caminho, o fomento é o combustível. Joana Meirelles (FINEP) e Mônica Felts (CNPq) discutiram a convergência necessária entre as agências para evitar que bons projetos morram na transição entre a bancada e a indústria — o chamado “vale da morte”. O foco das instituições parceiras está em garantir que o suporte financeiro não seja interrompido durante as fases críticas de testes clínicos e escalonamento industrial.

Os 3 pilares que marcaram o dia:

  • Integração Institucional: O alinhamento estratégico entre CNPq e FINEP para dar continuidade aos projetos de longo prazo.
  • Soberania Sanitária: A redução da dependência de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) importados por meio do uso inteligente da flora nacional.
  • Segurança Jurídica: A importância da Lei da Biodiversidade e da repartição de benefícios como ferramentas de ética e desenvolvimento regional.

O primeiro dia encerrou-se com uma diretriz clara: a inovação fitoterápica no Brasil deixou de ser uma promessa de futuro para se tornar uma estratégia de sobrevivência e autonomia. No segundo dia do evento (15) teremos ainda debates sobre os desafios regulatórios do setor fitoterápico, uso de IA para discovery de moléculas da biodiversidade brasileira, o lançamento do dashboard de Inteligência de Mercado em Fitoterápicos e muito mais. 

Sobre o II InovafitoBrasil Summit

O evento consolida-se como uma plataforma de integração nacional para o setor de fitoterápicos e produtos da biodiversidade. O objetivo central é reunir academia, governo e indústria para destravar os gargalos que impedem o Brasil de liderar a bioeconomia global. Em um cenário pós-pandemia, o summit reafirma que a inovação baseada na natureza não é apenas uma pauta ambiental, mas uma questão de segurança nacional e desenvolvimento econômico sustentável.

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