Nunca foi tão verdade o famoso clichê: Inove ou morra! Para grandes organizações do mundo todo a inovação nunca foi tão importante e ao mesmo tempo tão difícil de ser implementada. Nos encontramos em um momento onde a disrupção é iminente e, para quem deseja tornar ou manter-se competitivo no mercado, inovar é mandatório!

Muitas organizações estão resolvendo este problema por meio da construção de grandes centros de inovação, ou também denominados, laboratórios/hubs de inovação que ajudam a acelerar a geração de novas ideias, atrair talentos e promover parcerias com startups. Segundo dados do relatório da empresa de consultoria Capgemini, 38% das 200 principais empresas do mundo criaram seus centros de inovação em um hub global de tecnologia. Entretanto, apesar de haver uma grande disponibilidade de modelos e abordagens para implementar uma estratégia de inovação, tornar o processo escalável, mensurável e sistemático é ainda um dos maiores desafios das grandes empresas. Ainda segundo o mesmo relatório, 80 a 90% desses centros de inovação falham em entregar resultados tangíveis e concretos. 

Sabemos que são diversos os desafios para quem deseja implementar uma estratégia de inovação. Entretanto algumas questões são frequentemente levantadas pelas organizações, especialmente para empresas do setor de ciências da vida, entre elas podemos citar: 

 

1- Ausência de uma estratégia de inovação objetiva e alinhada ao negócio

2- Escassez de recursos humanos e financeiros

3- Dificuldade de execução de projetos disruptivos

 

Ausência de uma estratégia de inovação objetiva e alinhada ao negócio

 

Muitas empresas iniciam suas ações de inovação mesmo sem ter um claro direcionamento de onde querem chegar. Apesar de ter se tornado bastante popular os programas corporativos e centros de inovação, muito dessas iniciativas não estão atreladas a uma estruturada estratégia e, portanto, os resultados obtidos são aquém do real potencial. Em muitos casos não se tem clareza do que virá depois, ou seja, não há um planejamento de follow-up para as ideias geradas e/ou as startups aceleradas. E essa falta de estratégia é vista então como sintoma do denominado “teatro da inovação”, cuja iniciativas de inovação contribuem apenas para o marketing e exibição das organizações.

A definição de um estratégia de inovação envolve definir áreas/direcionadores que atendam aos objetivos de crescimento ao longo prazo e estejam alinhados com a estratégia de negócio da empresa. É importante que aspectos como as necessidades não atendidas dos clientes, as tecnologias e tendências emergentes no setor e, as competências internas sejam consideradas para a construção de uma estratégia eficiente e assertiva.

Sem uma estratégia coerente e uma visão clara do que a empresa pretende alcançar, os esforços de inovação acabam dispersos e isolados.

 

Escassez de recursos humanos e financeiros

 

Sabemos que um dos grandes limitantes a inovação é disponibilidade de recursos para viabilizar a implementação de projetos cujo retorno, na maioria dos casos, é a longo prazo e possuem um elevado risco.

A falta de um budget para projetos inovadores costuma ser uma reclamação frequente do time da inovação. Uma forma de sobrepor este limitante perpassa tanto por um processo de revisão interna dos projetos correntes, bem como o estabelecimento de um estruturado e sistemático mecanismo de coordenação de projetos. 

Muito devido a falta de uma estruturada estratégia de inovação, encontramos sobreposição de projetos em execução em diferentes unidades, projetos não alinhados ao negócio e desconectados com as necessidades do mercado. Assim, uma forma de liberar recursos financeiros, é exatamente eliminado esses projetos “zumbis”. Além disso, por meio de um mecanismo de coordenação, podem ser estabelecidos critérios e métricas de sucesso, que permite atrelar futuros investimentos aos milestones dos projetos, garantindo assim o uso inteligente do recurso financeiro. 

Contrariamente ao que muitas organizações acreditam, para estruturar um time de inovação não é necessário contratar um “exército” de novos funcionários. Em um primeiro momento, é saudável e seguro usar os princípios lean-startup e começar pequeno e de forma mais simples. Uma vez estabelecida a estratégia, é possível aproveitar os funcionários existentes na empresa, desde que possuem o mínimo de experiência e disposição para aprender sobre o processo de inovação. 

 

A execução de projetos disruptivos

 

Um dos grandes desafios de projetos disruptivos, característico do setor de ciências da vida, se refere à execução. Por se tratar de algo completamente novo, o caminho exato é desconhecido. Portanto, a execução é, por necessidade, associada ao aprendizado. Dessa forma, a abordagem do learning-by-doing se adequa perfeitamente a este contexto. 

Learning-by-doing, ou aprender-fazendo, se refere a uma teoria da educação proposta pelo filósofo americano John Dewey. Trata-se de uma abordagem prática do aprendizado, o que significa que para aprender e adaptar precisamos interagir com o ambiente. 

As razões de se aplicar o learning-by-doing neste contexto de projetos inovadores é que quando construímos algo completamente novo, muitas variáveis são desconhecidas, o exato passo-a-passo não é definido, assim, o melhor caminho é descoberto à medida que o projeto evolui. Além disso, o ambiente externo está em constante mudança, podendo afetar o objetivo final da inovação. Vale ressaltar que é de suma importância adotar ferramentas que sistematize o processo de experimentação e aprendizados, para assim saber o que se fazer em seguida, baseando-se na situação corrente e em resultados de ações passadas. 

Uma outra vantagem de executar enquanto se aprende está diretamente relacionado com a construção de uma cultura de inovação. A mudança de hábito é um processo difícil e  muitas vezes árduo, e para ser promovida dentro da empresa é necessário que as pessoas experimentem, ou seja, é necessário a ação preceder a motivação e a inspiração. Dessa forma, o learning-by-doing também auxilia nesse processo de construção de novos hábitos, baseando-se na disciplina e na ação. 

Cada vez mais tem ficado evidente que nem sempre investimentos substanciais, novas contratações e grandiosas estruturas são garantias para estratégias de inovação bem sucedidas. Muitas vezes começar pequeno e de forma mais simples pode ser a diferença para o sucesso. Neste contexto, temos a abordagem do Sistema de Inovação Mínimo Viável, do inglês MVIS – Minimum Viable Innovation System, proposto pelos consultores da empresa Innosight e publicado na Harvard Business Review em 2014. Utilizando a abordagem lean-startup,  o MVIS  refere-se  à construção  de um protótipo  funcional de um sistema de inovação, sem exigir anos de trabalho, recursos significativos e grandes mudanças na estrutura da organização. Segundo os autores é possível implementar o MVIS em 90 dias em qualquer tipo de empresa, independente do tamanho e setor. 

Baseado nessa abordagem e experiências em projetos de inovação corporativos, especialmente no setor da saúde, a Biominas Brasil estruturou o modelo de Inovação360°. Uma metodologia específica para criação, revisão e gestão de um modelo de cultura de inovação focado em resultados. 

A força vital de qualquer organização está na capacidade de entregar constantemente um novo valor ao mercado. Envolve alinhar os seus recursos internos às demandas de seus clientes e, ao mesmo tempo, desenvolver novos recursos, serviços e produtos. Assim, o modelo do Inovação360º foi elaborado para criar uma estrutura de inovação confiável e estrategicamente focada em gerar valor!

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