A inovação, em si, consiste em práticas orientadas para novas soluções. Muitas vezes a inovação é associada às startups e empreendedores que buscam oferecer novos serviços e/ou produtos para o mercado. No entanto, obviamente, a inovação não está restrita a esses ambientes. Muito pelo contrário, ela permeia desde as rotinas mais simples do ambiente doméstico até as atividades profissionais mais desafiadoras.

Uma mente questionadora é essencial para inovar, e a academia tem a importante missão de estimular o raciocínio crítico e ensinar a fazer as perguntas corretas durante a formação profissional dos estudantes. Nesse contexto se destaca a importância de ambientes educativos que favoreçam a construção de uma mentalidade voltada para solução de problemas, do termo em inglês solution-oriented mindset.

 

No que consiste uma mentalidade orientada para a solução de problemas?

Uma mentalidade orientada para solução de problemas é aquela que busca novas formas de trazer soluções o mais eficientes possíveis. Você não precisa de um problema para forçá-lo a pensar em uma nova solução. Você pode desenvolver o hábito proativo de pensar em como melhorar a sua realidade e a realidade das pessoas e processos com os quais você se relaciona.

Um dos aspectos chaves para desenvolver uma mentalidade orientada para soluções é saber redefinir suas perguntas. ‘Como posso tornar meu dia mais produtivo?’ ou ‘Como meu departamento pode conseguir mais recursos para investir em pesquisa?’ São perguntas gerais que podem nortear a busca de novas soluções. No entanto, um dos aspectos-chave do pensamento crítico orientado para soluções é redefinir as perguntas até que as mesmas consigam orientar soluções satisfatórias.

A rotina muitas vezes é quase inevitável, no entanto, isso não pode ser uma desculpa para não olhar as coisas desde uma perspectiva diferente. Ser disruptivo e imaginativo é o melhor caminho para encontrar novas soluções, e essas habilidades devem ser estimuladas durante a formação profissional dos estudantes.

 

Como uma instituição de ensino pode oferecer um ambiente propício para o desenvolvimento de mentes inovadoras?

 Acredito que muitos de nós passamos por experiências frustrantes durante nosso período de formação profissional, sobretudo quando encaramos professores consultando a resumos em folhas de caderno amareladas, com pouquíssima criatividade para comunicar um conteúdo, que ‘deveria ser novo’, mas já chega com cara de velho. O ambiente educacional tem se transformado, a tecnologia e as tendências de EAD têm cada vez mais assumido um papel relevante na formação profissional.

Diante de todas essas transformações, é essencial construir um ambiente acadêmico mais curioso, estimulante, feliz, mais conectado com o mundo e com as necessidades das pessoas e consequentemente mais inovador. Estudantes que se desenvolvem em ambientes assim certamente serão mais proativos e conseguirão melhores resultados, seja se dedicando à carreira científica, seja ingressando em instituições privadas e ou públicas para exercerem suas profissões.

A formação profissional tradicional, muitas vezes, não oferece as informações e oportunidades necessárias para que alunos e professores desenvolvam as habilidades relacionadas ao pensamento criativo e inovador. Mas como fazer isso? Elaboramos um artigo que fala especificamente desse tema, onde apresentamos quais estratégias uma instituição de ensino pode empregar para construir um ambiente propício à inovação.