Leandro Safatle (Anvisa) participou online da Cúpula, junto com Natália Cuminale, Nelson Mussolini e Eduardo Emrich
Anvisa vai reduzir filas de registro de medicamentos, diz novo presidente da agência na Cúpula de Inovação em Saúde. “Temos uma série de mudanças importantes para fazer, mas a prioridade é resolver a questão das filas de registro de medicamentos da Anvisa. O segundo ponto se refere à inovação. A Anvisa tem de ser uma facilitadora do desenvolvimento tecnológico do país”, afirmou o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, no encerramento da IV Cúpula Brasileira de Inovação em Saúde, nesta quarta-feira (24/9), em São Paulo.
Safatle ressaltou que seu primeiro objetivo à frente da agência é o retorno aos padrões de normalidade da fila de registro inicial ou de alterações em medicamentos que aguardam análise técnica para comercialização.
A entrevista com o novo presidente da Anvisa foi conduzida pela jornalista Natalia Cuminale, do portal Futuro da Saúde, com mediação de Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, e Eduardo Emrich, presidente da Biominas.
Segundo dia da IV Cúpula foi marcado por debates sobre IA, novos negócios e P&D
A programação da IV Cúpula Brasileira em Inovação e Saúde incluiu painéis sobre inteligência artificial e novos modelos de negócio, além de mesas-redondas que discutem o impacto das políticas públicas e o fortalecimento do ambiente de pesquisa e desenvolvimento no país.
“A Cúpula Brasileira de Inovação em Saúde é um espaço fundamental para o diálogo entre empresas e o setor de pesquisa. O CNPq, em parceria com o governo federal, tem fortalecido essa interface, aproximando cada vez mais a pesquisa das empresas, especialmente na área da saúde. Isso é essencial para gerar soluções eficazes e ampliar a empregabilidade dos jovens pesquisadores. O CNPq está presente para apoiar essa iniciativa e espera dar continuidade a esse diálogo e ao trabalho conjunto em prol da ciência e da saúde no país”, disse Marlon José de Lima, assessor da Diretoria Científica no CNPq, que participou do encontro que debateu “Mecanismos de geração e fomento de indústrias inovadoras”.


“No painel em que participei, discutimos o desenvolvimento não clínico de produtos farmacêuticos, com foco nas lacunas que ainda precisam ser superadas para acelerar esse processo no Brasil. Observamos que a infraestrutura não é o principal desafio; a maior necessidade está na capacitação de recursos humanos em áreas como gestão da qualidade e regulação, fundamentais para que os protótipos e tecnologias avancem de forma planejada até o desenvolvimento clínico”, afirmou Augusto Barbosa.



