CASE INDIO Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais (INDI) foi constituído em 1968 pelas Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMIG), atual Cia. Energética de Minas Gerais, e pelo Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) para atrair empreendimentos industriais para o Estado e adensar as cadeias produtivas agroindustriais já existentes.

No início das atividades do INDI, houve a preocupação de atrair indústrias para agregar valor à atividade mineral, dinamizar o setor de produção agropecuária, estimular a cadeia metalomecânica, dentre outros segmentos industriais. A estratégia de acelerar o desenvolvimento do setor secundário foi exitosa e o estado de Minas Gerais, que no início da década de 1960 ocupava a sexta posição entre os estados brasileiros, no que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), conseguiu expandir a produção e, nos anos 2000, o PIB de Minas Gerais alcançou a terceira colocação no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2005, o nome do INDI foi modificado para Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais e seu escopo de atuação passou a incluir todos os setores econômicos, especialmente o setor de serviços e os da chamada “Nova Economia” que incluem os segmentos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), Aeronáutica e de Biociências (biotecnologia, nanotecnologia, farmacêutica, dentre outros).

A escolha do segmento de Biociências deve-se ao fato de Minas Gerais contar com o segundo maior polo de Biociências e Biotecnologia do Brasil (Biominas e PwC, 201178). Por isso, o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2011-2030, considerou a Biotecnologia como prioritária e foi elencada entre os objetivos estratégicos em ciência, tecnologia e inovação (PMDI, 2011).

O desenvolvimento de projetos portadores de futuro e a inovação, como é o caso das Biociências, é primordial para todo território que deseja se desenvolver. Portanto, as Biociências são imprescindíveis para o crescimento de Minas Gerais.

Com esse objetivo finalístico, Minas Gerais busca diversificar sua economia e isto é uma das diretrizes explicitadas no PMDI 2011-2030. Em consonância com essa estratégia, o INDI trabalha para adensar o setor de Biotecnologia de Minas Gerais, através da atração de empreendimentos e apoio a expansão das organizações já existentes. Como exemplos de empresas assistidas pelo INDI pode-se citar a expansão da Novo Nordisk, em Montes Claros, a expansão da Inova Biotecnologia, em Juatuba, a relocalização e a expansão da produção da St. Jude Medical, em Belo Horizonte, e a implantação das plantas produtivas da Biomm, em Nova Lima, e da empresa indiana ACG Worldwide, em Pouso Alegre. A Biomm pretende produzir insulina humana recombinante e outras proteínas de interesse terapêutico e a ACG produzirá cápsulas gelatinosas para serem utilizadas pelas indústrias farmacêuticas.

Essas e outras empresas agregam valor à produção e diversificam a economia mineira para fazer com que o Estado continue trilhando o caminho do desenvolvimento no âmbito das Biociências. Além disso, esse segmento utiliza o conhecimento transmitido e produzido em renomadas instituições de ensino e pesquisa mineiras, como a UFMG, CPQRR (FIOCRUZ), UFV e outros centros que formam as pessoas que são as verdadeiras impulsionadoras do desenvolvimento do setor de biotecnologia do Estado como um todo.

Com o apoio do INDI e do sistema de fomento coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), Minas Gerais se consolida como um dos principais centros de referência em Biociências e Biotecnologia do Brasil. Com o crescimento desses segmentos econômicos de base tecnológica, espera-se que o Estado possa gerar mais e melhores empregos para os mineiros.

 

Mônica Neves Cordeiro
Diretora-Presidente
Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI)
www.indi.mg.gov.br

 

DiagnosticoEste case é parte integrante do Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais, elaborado pela Biominas Brasil em parceria com o SEBRAE Minas. O Diagnóstico apresenta um comparativo entre o ambiente de negócios do segmento de 2004 e de 2014. O estudo analisa quatro fatores essenciais na geração de um ambiente inovador nas empresas: estratégia de pesquisa e desenvolvimento e inovação; estabelecimento de parcerias; recursos financeiros para a inovação; políticas públicas voltadas para a inovação. Este Diagnóstico traz ainda conclusões que buscam orientar as discussões entre os principais agentes envolvidos e contribuir para o avanço e a consolidação do setor de Biociências em Minas Gerais.

Faça o download gratuito do Diagnóstico completo no site da Biominas (www.biominas.org.br) e do Sebrae (www.sebrae.com.br)