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Ciências da Vida em Minas Gerais: breve panorama e algumas reflexões

23

nov 2015

Por:Biominas Brasil
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Por Angélica Salles, diretora da Biominas Brasil

Biominas-Angelica-SallesO setor de ciências da vida em Minas Gerais cresceu nos últimos dez anos, não apenas no número de empresas, mas também no número de instituições. Essa foi uma das conclusões do Diagnóstico do Setor de Biociências em Minas Gerais elaborado pela Biominas Brasil em parceria com o Sebrae Minas, lançado no final de 2014. O estudo realizou um comparativo entre o ambiente empresarial e institucional do setor em 2014 e 2004, época do último levantamento, com o objetivo de avaliar o avanço nos últimos dez anos, traçar o perfil das empresas e também avaliar a situação em áreas estratégicas.

Com relação às empresas, principal foco do estudo, o número subiu de 75 para 105, com destaque para a concentração em três regiões: Região Metropolitana de Belo Horizonte, que concentra a maioria das empresas (64,7%), seguida do Triângulo Mineiro (12,3%) e da Zona da Mata (10,4%).

Os critérios levados em conta para a inclusão nesse estudo de empresas como de ciências da vida foram:

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E o conceito adotado para um empreendimento de ciências da vida foi o mesmo que a Biominas vem adotando em seus últimos relatórios:empreendimento que desenvolve produtos e/ou serviços avançados baseados nos conhecimentos sobre os processos e sistemas biológicos.

O percentual de empresas de ciências da vida com atuação em Saúde Humana continua maior (44,8%), ao passo que a maioria das empresas de biotecnologia (46,7%), ou seja, daquelas que possuem pelo menos um produto ou serviço com rota biotecnológica associada, atua em áreas relacionadas à Saúde Animal, como reprodução, diagnóstico molecular e produção de vacinas.

Um ponto de atenção levantado pelo estudo foi o perfil de idade das empresas. O percentual de empresas com idade igual ou menor do que três anos diminuiu de 32% para 10,6%, enquanto que o percentual de empresas com idade superior a sete anos aumentou de 35% para 68,3%. Uma reflexão sobre esses dados deve ser feita não somente sobre a incidência de um número maior de empresas em operação há mais tempo (que pode estar relacionada à perda do estímulo empreendedor, mas também a um aumento no período de sobrevivência dessas empresas), mas principalmente sobre a alta proporção dessas empresas em relação às empresas nascentes. Potenciais empreendedores estão encontrando estímulos e ambiência no Estado para a criação de novas empresas nesse setor?!

Com relação à receita bruta obtida por essas empresas no ano de 2013, 66,1% apresentaram faturamento, 41,9% faturaram mais de R$ 1 milhão e desse último percentual 20% faturaram até R$ 4 milhões. Cruzando os dados de receita bruta e idade, outro ponto que o estudo chama atenção é que 20% das empresas que não faturaram possuem mais de dez anos de operação. E esse fato é agravado pelo percentual alto de empresas com mais de dez anos que chega a 45,3%.

Por outro lado, 15,4% das empresas com receita bruta superior a R$ 1 milhão possuem menos do que cinco anos.

Esses números apresentados refletem um pouco os desafios do setor, onde as empresas enfrentam questões críticas como um ciclo de desenvolvimento muito longo associado à necessidade de atendimento a inúmeras exigências regulatórias, altas taxas de risco, que juntos demandam investimentos também altos.

Apesar do ambiente empresarial e institucional ter avançado em termos quantitativos, é necessário avaliar se as empresas estão absorvendo todos esses estímulos e convertendo-os em resultados econômico, financeiro e social.

O estudo dedica um capítulo às políticas públicas para o desenvolvimento do setor, trazendo um histórico das ações desde o início da década de 80. Diversas iniciativas foram pensadas e implementadas, mas a maioria foi descontinuada. Desafios discutidos no passado continuam recorrentes, com destaque para a formação de uma cultura empreendedora e competências em gestão, bem como o fortalecimento da interação entre institutos de pesquisa e empresas. Entretanto, o Estado tem implementado programas com impactos no setor, mesmo não sendo políticas direcionadas exclusivamente para o mesmo.

Além das políticas públicas para inovação, o estudo explora também a situação das empresas mineiras e perspectivas no que se refere à estratégia de pesquisa, desenvolvimento e inovação, ao estabelecimento de parcerias e a recursos financeiros para inovação. Traz também recomendações dos autores para cada uma dessas áreas estratégicas para a melhoria do ambiente de inovação e de negócios para as empresas do setor em Minas Gerais.

O documento pode ser acessado na íntegra, através de download gratuito, no site da Biominas Brasil (www.biominas.org.br).

Como desdobramento desse estudo, a Biominas Brasil e o SEBRAE Minas desenharam uma iniciativa para a criação de uma nova geração de empreendedores em ciências da vida – BIOSTARTUP LAB – que teve o seu pré-lançamento no evento Exchange, que acontece nessa semana na capital mineira, e lançamento oficial na abertura do Startup Weekend BH Biotec, em 13 de novembro de 2015. (www.biostartuplab.org.br)

Fonte: SIMI

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